A integração entre arquitetura, museologia e paisagem esteve no centro do projeto da Fundação Albuquerque — uma instituição cultural dedicada à exposição e à pesquisa de cerâmicas chinesas de exportação e da cerâmica contemporânea. Localizado na antiga Quinta de São João do Linhó, uma propriedade do final do século XVIII inserida na paisagem cultural de Sintra e caracterizada por seus extensos jardins, o projeto partiu da premissa de preservar a proeminência do conjunto.
Atuando como uma costura entre os diferentes níveis do terreno, a intervenção valoriza a vegetação e a topografia existentes, por meio de percursos suaves e acessíveis que respeitam o caráter contemplativo dos jardins.